A maratona Manuela Machado na terra que viu a atleta nascer

por Marisa Ribeiro

A Meia Maratona Manuel Machado continua a mover uma legião de fãs: atletas, espectadores, meros participantes, não importa a categoria, mas sim fazer parte da história da maior prova de atletismo do alto Minho. No passado Domingo, 22 de Janeiro, foram cerca de 2000 atletas que deram tudo o que tinham na corrida que teve a sua metade a passar por Cardielos, no quilómetro 10, dos 21 a cumprir.

Em Viana do Castelo, na prova mais longa participaram cerca de 150 atletas, contando alguns cardielenses, sendo que na caminhada e mini maratona este número sofre um crescimento exponencial. Por isso, a mentora fez um balanço bastante positivo de todas as provas, sendo que o objetivo foi cumprido porque “a meia maratona continua a crescer de ano para ano.” Com os filhos da terra, e com os de fora, fica a boa ação de doar cerca de 2700 euros para a Liga Portuguesa Contra o Cancro, através das provas da cidade, e de reunir ao todo 5200 pessoas nas várias provas.

Para as vencedoras: 1º Marisa Barros – 1:10:26; 2º Doroteia Peixoto – 1:14:51; 3º Filomena Costa – 1:15:13; e para os vencedores: 1º Rui Pedro Silva – 1:02:38; 2º Evans Kiplagat – 1:03:27; 3º Nilolay Chavkin – 1:03:27, pode dizer-se que Viana não ficou no coração, porém foi no coração. Desta vez o prémio não foi para outra nacionalidade. O português, e minhoto, Rui Silva levou a melhor sobre os adversários. “O Rui comentou que o que o ajudou a vencer foi o povo”, atentou Manuela Machado. Ainda é bem visível a presença de muitas pessoas a apoiar os corredores e muitos voluntários a zelar para que nada falte e que a prova melhore de ano para ano. Nos agradecimentos especiais de Manuela Machado couberam todos os voluntários, nomeadamente os escuteiros e guias, de Cardielos, que ajudaram no corte da via pública e no abastecimento de água. Porém, à medida que a prova cresce, vão sendo necessárias mais ajudas para a meia maratona que já está classificada como a terceira melhor do país. Daí que a atleta não escondesse a necessidade de mais gente a apoiar.

“Eu só quero que me digam sim, cada vez mais preciso de gente disponível para ajudar nas questões de logística, por exemplo, porque não quero que nada falte aos atletas e gosto que eles levem o seu kit para casa”.

Quanto aos caminhantes e os corredores da mini- marotona notou-se uma grande vontade de “pôr todos a andar”, o lema das provas da cidade. Muitos Cardielenses fizeram a sua caminhada junto da atleta da terra, numa manhã dedicada realmente a hábitos de vida saudáveis.

A organização do evento é da responsabilidade da Câmara Municipal de Viana do Castelo, dos Cyclones e do Run Porto, além dos vários apoios para que nada falte aos atletas. A arte de bem receber é uma nota dominante na mente de Manuela Machado que centrou a atratividade da meia maratona também nos bons prémios que dá aos dez primeiros classificados masculinos e femininos. Na verdade, e enquanto anfitriões, participaram alguns atletas da equipa de Manuela Machado, sendo que o primeiro Cyclone a bafejar na meta foi, em 16º lugar, Heitor Oliveira (1:07:46).

Em Cardielos, o ambiente foi de festa com muita gente na rua e, neste dia, perdoando todos os constrangimentos de trânsito, até porque provas deste género só há uma vez no ano. “Ainda bem que as pessoas participam cada vez mais pelo seu bem estar e pelo prazer de correr”, enfatizou Manuela que não escondeu o contentamento de poder dar nome a uma prova desta envergadura.

*Escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

*Fotografia Marisa Ribeiro com Desporto em Viana417089_10150495037540672_346345745671_9225250_778229675_n

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